A Manager, empresa de grande porte de recolocação de executivos, com escritórios em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba, tinha 160 vagas disponíveis para profissionais de nível superior em julho do ano passado. Este ano, tem 320 vagas, a maior parte em indústrias. Este é apenas um exemplo de como anda o mercado de trabalho para os executivos no País, apesar da crise.
‘‘Há muitas oportunidades em São Paulo, inclusive no interior, e no Paranᒒ, conta o presidente da Manager, Ricardo de Almeida Prado Xavier. Com o aquecimento do mercado, melhoraram também os salários e os benefícios oferecidos aos executivos. ‘‘Hoje já se consegue, pelo menos, negociar salário igual ao do último emprego’’, conta. ‘‘Nos dois últimos anos, muitos só conseguiam se recolocar se aceitassem alguma perda nos rendimentos.’’ Agora admite-se negociação sobre ganhos diretos e indiretos, assuntos que estavam fora da pauta desde 1998.
O tempo de recolocação de executivos também encolheu, de 90 dias em média no primeiro semestre de 1999, para 60 dias no primeiro semestre deste ano. ‘‘Mas temos casos de executivos que não chegaram a completar uma semana parados’’, diz.
Em relação aos benefícios, além dos usuais, voltaram ofertas de participação no negócio, via compra de ações com vantagens, por exemplo. Para o segundo semestre, há espaço para maior aquecimento, segundo ele. ‘‘Os juros estão em queda, favorecendo o mercado interno, e as exportações em alta’’, lembra.

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