Aumenta número de lojas fechadas nos shoppings
Os shoppings centers de Curitiba garantem que não se trata de nenhuma crise no setor, mas é cada vez mais aparente o número de lojas fechadas dentro dos centros comerciais. Excluindo os grandes shoppings, que levam a vantagem de atrair um público maior, os demais vivem períodos que causam preocupação. Um dos exemplos é o Shopping Todeschini. Sob alegação de incapacidade de administrar mais de um segmento empresarial, o grupo Bermam - controlador do centro comercial - está encerrando suas atividades até o final deste mês.
O Todeschini tem 54 lojas, que aos poucos estão se transferindo para outros locais da cidade. No início de janeiro, os lojistas foram avisados que precisariam desocupar o prédio até o final de fevereiro. Ainda nãos sabemos onde vamos nos instalar, afirmou a gerente de uma loja de cosméticos, Sueli Silva. Algumas lojas vão poder ficar por alguns meses a mais até que termine o contrato de locação.
O shopping Todeschini foi montado há cinco anos e funcionava nos primeiros andares de um prédio residencial. Eles nos disseram que não eram do ramo e por isso iam fechar, informou um dos seguranças do centro comerial. Nas lojas, há cartazes colados nas portas, informando que houve mudança de endereço.
O shopping Novo Batel também tem lojas que estampam cartazes avisando sobre o fechamento do ponto. Ao circular pelo centro comercial, que atende a classe média e alta de Curitiba, há mais lojas fechadas do que abertas. O shopping tem cerca de 60 lojas, 19 estavam com as portas cerradas.
O fechamento das lojas se deve à falta de público. Os pequenos e médios centros comerciais perderam os clientes para os grandes shoppings centers que abriram na cidade como o Crystal e o Curitiba. Com toda certeza houve uma diminuição no público, afirmou o superintendente do Shopping Champagnat, Valter Piva. Segundo Piva, cerca de 3,4 mil pessoas circulavam diariamente pelo shopping. Hoje, a média caiu para 2,5 mil.
O superintendente explicou que o Champagnat concentra um público mais específico, que não tem fidelidade pelo shopping, mas sim pelas lojas. Piva disse que o fechamento de lojas é um fator normal no início do ano. Neste período do ano é mais acentuada a saída de lojistas, afirmou. O shopping tem 78 lojas, seis estão fechadas.
A declaração de Piva é confirmada pela presidente do Sindicato do Vestuário, Elaine Daitchmann. No início do ano até abril é normal uma recilagem, afirmou. Ela disse que é necessário verificar se vai haver a reabertura destas lojas a partir de abril. Ela confirmou que a abertura de novos shoppings reduziu o público dos demais centros comerciais.





