No quarto dia de greve dos bancários, ontem, subiu o número de agências fechadas em Londrina e região. Segundo o Sindicato dos Bancários de Londrina, nesta sexta-feira, a cidade amanheceu com 68 unidades fechadas. Nas outras cidades da base do sindicato, são outras 27 agências em greve. No total, são 95 contra 69 no primeiro dia de paralisação. Com este número, a greve já atinge 78% das agências ligadas ao Sindicato, segundo informou a presidente da entidade, Aparecida Regiane Portieri.
Ainda de acordo com a presidente, ontem foi contabilizada a adesão de 1.895 trabalhadores das instituições bancárias em Londrina e região à paralisação. Até agora, nenhuma nova proposta foi apresentada pelos bancos e os bancários devem continuar em greve por tempo indeterminado. "Não tivemos nenhuma proposta. A greve continua", diz Regiane.
Em Curitiba, são 248 agências e 12,7 mil bancários em greve – ou 69% da categoria, conforme levantamento do Sindicato dos Bancários de Curitiba. O número de agências fechadas ainda não chega à metade das unidades estabelecidas na capital, que somam 539. Segundo o Sindicato, está marcada uma assembleia para terça-feira (dia 13), no entanto, não haverá votação neste dia. "Será só para dar um informe do movimento, como está", afirma o presidente do Sindicato da capital, Elias Jordão. Levantamento da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-CUT-PR) mostrou que o número de agências ligadas à entidade mobilizadas no Estado chegou a 582 nesta sexta-feira. São 17,4 mil bancários em greve em 11 centros administrativos espalhados pelo Estado.
O Procon Londrina não registrou maiores incidentes nas agências nestes quatro dias de greve. Segundo o coordenador, Rodrigo Brum Silva, houve reclamação de falta de envelopes em uma agência bancária, mas quando a fiscalização chegou ao local o problema já havia sido resolvido.
O órgão municipal ressalta que, mesmo em greve, os bancos são obrigados a manter alguns serviços em funcionamento nas agências, a saber: caixas eletrônicos para pagamentos, depósitos e saques com abastecimento constante de envelopes e cédulas; serviço de segurança dos caixas eletrônicos; auxílio a idosos, gestantes e portadores de necessidades especiais por terceirizados, caso seja necessário; e atendimento para recebimento de valores indispensáveis para a sobrevivência do indivíduo como salários, proventos, benefícios, etc, inclusive dentro da agência, se o consumidor não tiver cartão. Caso o consumidor se sinta prejudicado com a greve de alguma forma, a orientação é que ele entre em contato com o órgão de proteção ao consumidor.

Reajuste

Os bancários pedem reajuste salarial de 16% (reposição da inflação mais aumento real de 5,6%), vale-refeição e vale-alimentação no valor de um salário mínimo (R$ 788) e manutenção do emprego. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propõe reajuste de 5,5% - projeção de inflação calculada pela entidade para os próximos 12 meses. (Com Agência Estado)

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