Curitiba A greve dos metalúrgicos da Grande Curitiba ganhou força, ontem. Além da paralisação dos 2,8 mil funcionários da Renault, desde a manhã de terça-feira, cerca de 1,8 mil trabalhadores da Volvo iniciaram greve ontem por tempo indeterminado. A empresa estudava a possibilidade de entrar na Justiça alegando dissídio coletivo. Os trabalhadores da Audi apresentaram uma contra-proposta para a empresa e esperam resposta até amanhã.
De acordo com a assessoria de imprensa da Volvo, a empresa tentou vários acordos e apresentou várias alternativas mas todas foram rejeitadas pelos trabalhadores. A última proposta da Volvo foi a de pagar abono de R$ 600,00 para os trabalhadores que recebem até R$ 3 mil (cerca de 60%, de acordo com a assessoria) e R$ 400,00 para quem recebe acima disso; além do reajuste de 50% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em setembro.
O Sindicato dos Metalúrgicos informou que os trabalhadores da Volvo esperaram das 7h40 às 11 horas por uma proposta, que não teria sido apresentada, segundo o sindicato, e por isso iniciaram a greve.
O sindicato esteve reunido durante várias horas ontem com a direção da Renault. Até o fechamento desta edição, o encontro não havia acabado. Conforme a reportagem apurou, a empresa estaria estudando reduzir a jornada de 42 para 40 horas, em troca de flexibilização nas reivindicações dos trabalhadores. A proposta será levada na assembléia marcada para hoje de manhã na Renault.
A Renault divulgou nota lamentando ''a forma como este movimento vem sendo conduzido''. Segundo a nota, a greve causa ''graves prejuízos a todos'', afetando planos de investimento e oportunidades de exportação. Mas a empresa disse que confia no bom senso para que a normalidade retorne logo.

mockup