Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) constata que o déficit na balança comercial referente aos serviços de tecnologia cresceu entre 1990 e 2000. Nestes 11 anos, enquanto as exportações em serviços de tecnologia somaram US$ 2,84 bilhões, as importações corresponderam a US$ 11,67 bilhões, registrando déficit no período de US$ 8,8 bilhões.
No ano passado, o déficit total da balança comercial foi de US$ 700 milhões. No entanto, no setor de serviços tecnológicos, o déficit foi maior: US$ 1,9 bilhão. Em 1995, enquanto a balança comercial brasileira ficou deficitária em US$ 3,2 bilhões, este segmento apresentou saldo negativo de US$ 500 milhões.
Três anos depois, o déficit comercial da balança ficou em US$ 6,5 bilhão, com o segmento de serviços em tecnologia registrando déficit de US$ 1,9 bilhão.
De acordo com a coordenadora da pesquisa, Virene Roxo Matesco, o estudo demonstra que o aumento da internacionalização da economia do Brasil e das atualizações tecnológicas consequentes ao processo em segmentos que não geram exportações levaram ao aumento do déficit comercial de serviços tecnológicos.
Além disso, este fato pressiona ainda mais o déficit na conta de transações correntes do balanço de pagamentos, que, nos últimos anos, vem registrando médias em torno de 4% do Produto Interno Bruto (PIB).
A tecnologia considerada no estudo refere-se a bens ‘‘intangíveis’’, ou seja, fornecimento de tecnologia, marcas e patentes, implantação de serviços, franquias etc.

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