Aumenta consumo em Londrina
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de abril de 2001
Luciano Augusto De Londrina 
A variação de consumo de energia elétrica em Londrina foi de 7,1% para mais no ano de 2000 em relação a 1999, considerando todas as classes de consumidores listadas pela Companhia Paranaense de Energia (Copel). O percentual ficou acima da média estadual de 6,7% divulgada, ontem, pela Folha.
Em número de consumidores, o crescimento municipal também ficou acima da média verificada em todo o Estado. Enquanto no Paraná, o número de consumidores aumentou 3% em 2000 em relação ao ano anterior, no município de Londrina este crescimento chegou a 4,1%. Na separação por classes, o consumo se comportou da seguinte maneira de 99 para 2000: o consumo industrial cresceu 12,5%, o comercial 10,9%, o residencial 3,3% e o rural 1,8%. A demanda de energia também cresceu no poder público (5,4%), nos serviços públicos (1,2%) e na iluminação pública (4,2%).
Ao contrário do que acontece no Estado, a indústria não é a maior consumidora em Londrina - que responde por 41% do total fornecido anualmente - mas sim a classe residencial, que consome uma média de 33,3% da demanda total. O segmento industrial londrinense gasta 25,3% do total da energia disponibilizada.
De acordo com o engenheiro superintende regional da Copel em Londrina, Elsson Marcos Spigolon, depois da Região Metropolitana de Curitiba, o município de Londrina é o que mais cresce em termos de demanda de consumo de energia elétrica em todo o Estado. A região Norte, de uma maneira geral, tem crescimento acima da média, destacou o engenheiro.
Ele frisou que o Estado, assim como todo o Sistema Integrado do Sul deve participar do programa de racionalização proposto pelo Governo Federal como medida de prevenção. Para não se correr o risco (racionamento e cortes no fornecimento de energia) aqui, temos que começar a conservar energia, adiantou Spigolon.
Segundo o superintendente regional da Copel, numa situação hipotética de queda dos níveis dos reservatórios das usinas, a sobra de energia que existe atualmente seria zerada no espaço de apenas três anos. Isso aconteceria caso faltasse outra matriz energética que não seja a hidrelétrica e não houvesse a construção de novas usinas.


