São Paulo Apesar de a economia brasileira parecer muito mais próxima da recessão do que do ''espetáculo do crescimento'' prometido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o consumidor paulistano está otimista. Segundo pesquisa da Fecomercio-SP, que agrega lojistas de São Paulo, o Índice de Intenção do Consumidor cresceu 5,34% entre maio e junho e atingiu 109,83 pontos, em uma escala de 0 a 200. O indicador, que reflete a disposição da população para o consumo, não atingia um patamar de pontos tão alto desde março de 2001.
Para a Fecomercio, o índice cresceu - apesar do desemprego em alta, da queda da renda e dos juros nas alturas -devido ao cenário político mais favorável e às perspectivas de aprovação das reformas tributária e da Previdência ainda neste ano. Outros fatores de otimismo foram a queda do dólar e do risco-Brasil.
Os altos juros cobrados por bancos e empresas financeiras para conceder crédito ao consumidor pode encarecer o consumo em mais de 40%, segundo pesquisa elaborada pela Fecomercio. Embora a taxa básica de juros da economia brasileira seja de 26,5% ao ano, o Banco Central não controla os juros praticados pelas instituições financeiras.
Por isso, o preço de alguns produtos pode ter um crescimento bem maior que esses 26,5% quando o consumidor toma um empréstimo em um banco ou financeira para comprá-lo. Para comprar uma cesta básica de R$ 185 em prestações, por exemplo, o consumidor pagaria seis parcelas de R$ 43,23. O preço final seria R$ 259,36.
Devido ao grande impacto dos juros altos no consumo, a Fecomercio defende que o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) reduza a Selic, taxa básica de juros da economia, na sua próxima reunião, que termina amanhã.

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