Agência Estado
De São Paulo
O mercado de juros viveu mais um dia de otimismo. As projeções para os contratos futuros novamente recuaram ontem. O fechamento das taxas ontem confirma a tendência de queda dos juros iniciada há alguns dias. O mercado, que já vinha animado com a perspectiva de redução dos juros na reunião do Copom, no próximo dia 16, teve ontem mais motivos para apostar nessa possibilidade.
Ontem foram anunciados mais dois índices de inflação, que ficaram abaixo das projeções do mercado. A primeira prévia do IPC da Fipe saiu a 0,37%, o mercado esperava 0,50%, e o IPCA de janeiro ficou em 0,62%, a previsão apontava para 0,90%. A sinalização de recuo da inflação, que começou na segunda-feira com a divulgação do IGP-M, mudou o foco de preocupação dos investidores quanto ao Copom.
Se antes ainda restava dúvida de que haveria queda da taxa, hoje é consenso no mercado que a Selic vai baixar. A discussão daqui até quarta-feira será em torno do tamanho da queda. A maioria dos operadores aposta que a taxa básica caia dos atuais 19% para 18,75% ou 18,50%. Os mais otimistas, a minoria, não descarta recuo de até 1 ponto percentual.
No mercado à vista, o BC tomou recursos para 14/02 a 18 87%. Na BM&F, as projeções futuras fecharam assim: 1,445% (18 78%/ano) para março ante 1,445% ontem; 1,315% (18,91%/ano) para abril contra 1,322% ontem; 1,541% (19,15%/ano) para maio contra 1,552% ontem; 1,497% (19,52%/ano) para junho contra 1,504 ontem e 1,525 (19,92%/ano) para julho ante 1,516% ontem.
A bolsa de valores absorveu bem a realização de lucros e voltou a subir firme na tarde de ontem. Depois de perder até 1,13% pela manhã, a Bovespa voltou a receber forte fluxo comprador e subiu até 1,69%, antes de fechar em alta de 1,32%.
O dólar fechou ontem em baixa de 0,06%, cotado a R$ 1,7670. Oscilou entre a máxima de R$ 1,7760 (+0,45%) e a mínima de R$ 1,7650 (-0,17%). O mercado de câmbio flutuando ao sabor do fluxo cambial que, por sua vez, tem se mostrado bastante equilibrado. De acordo com operadores, a cotação do dólar não sobe além de R$ 1,78 porque há recursos que estão para ingressar no País. E também não cai abaixo de R$ 1,76 por ser este um nível considerado apropriado para a compra. (Maio Rocha, Liliana Hage e Denise Ramiro)

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