Quem pretende comprar imóvel residencial novo ou usado, mas depende de financiamento bancário para pagar parte dele já encontra maior oferta de crédito no mercado. O dinheiro sempre foi muito escasso neste campo. O aumento dos depósitos em caderneta de poupança nos últimos meses tem motivado os bancos a reabrir suas carteiras de crédito imobiliário. Mas os candidatos devem dispor de uma quantia equivalente a 40% ou 50% do preço do imóvel pretendido para dar entrada no negócio. Terão de comprovar, ainda, o recebimento de uma renda mensal quatro ou cinco vezes maior que a prestação do financiamento. Isso porque os bancos financiam de 50% a 60% do preço do imóvel e exigem um comprometimento máximo de renda com a prestação de 20% a 25%.
Além do Citibank, Bradesco, Boston, Real e Itaú, que já vinham emprestando, outros agentes financeiros como Mercantil de São Paulo-Finasa, Sudameris e Unibanco também estão oferecendo empréstimos pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e da Carteira Hipotecária (CH).
Em alguns desses agentes financeiros há, ainda, as modalidades de financiamento de imóvel com recursos externos e por meio de leasing. Outra opção no Boston é o financiamento para compra de materiais de construção para reforma ou ampliação de imóvel residencial. Essa linha de empréstimo também foi reaberta pelo Real em janeiro.
A Caixa Econômica Federal só concede financiamento pelo SFH para quem já obteve uma carta de crédito do banco. Outras instituições, como o Excel-Econômico e o BCN, estudam a possibilidade de reabertura de empréstimos habitacionais. Banco do Brasil, Bamerindus, Safra e Banespa não definiram ainda quando irão reabrir o crédito imobiliário. Esses quatro bancos - BB, Bamerindus, Safra e Banespa - são agentes que tradicionalmente trabalham com taxas menores, menos burocracia e mais facilidades operacionais, embutindo custos menores. Conclusão Só deve assumir um financiamento bancário para a compra de imóvel quem tiver pressa em fechar o negócio. É que as linhas disponíveis, isto é as que existem hoje, são caras e o processo, burocrático. O SFH cobra o menor juro, de 12% ao ano, mas aplica taxa de seguro mais pesada que a CH, o que torna o custo das duas operações equivalente. Na CH, o juro varia de 14% a 18%.
Já os empréstimos atrelados à variação do dólar estão tendo atualização inferior à dos financiamentos atrelados à TR. No entanto, o juro cobrado também é elevado, de 16% a 17% ao ano, e não se pode descartar eventual valorização mais acentuada do dólar diante do real, o que tornaria essas opções mais pesadas.

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