Os shoppings de Londrina apresentam processo inverso ao de outras localidades do restante do Brasil e estão aumentando a ocupação de suas Áreas Brutas Locáveis (ABL) desde o início do ano. Enquanto uma pesquisa realizada pela ACNielsen, agência paulistana de consultoria econômica, aponta para crescimento de 3,8% para 5,8% da ABL desocupada nos grandes centros do País, centros comerciais do Norte do Estado comemoram o aumento das taxas de ocupação, graças à baixa concorrência e aos custos mais baixos.
No Shopping Catuaí, localizado na zona sul da cidade, o superintendente Sílvio Carvalho Neto afirma que o índice de ocupação, atualmente em 95%, melhorou desde o início do ano. E mesmo com os altos investimentos exigidos para a instalação de uma loja no Catuaí, pelo menos 40% dos empresários tocam seus negócios no shopping a no mínimo 10 anos. ''Além disso, o índice de desistência dos negócios aqui também é baixo. No máximo 15% dos lojistas fecham suas portas com menos de dois anos de funcionamento''.
Na área central da cidade a situação é semelhante. O Shopping Quintino, empreendimento relativamente novo (tem pouco mais de dois anos de existência), já conta com mais de 80% da área ocupada, índice que também vem subindo desde o início do ano. ''No nosso caso, acredito que o baixo custo de instalação seja o referencial para atrair empresários'', explica o gerente Flávio Leandro Juliani. ''Nossa taxa mínima é de R$ 540,00 com todas as despesas inclusas, enquanto lojas instaladas em grandes redes de São Paulo ou do Rio de Janeiro chegam a pagar R$ 6 mil iniciais'', conta.
Com mais de 92% da área bruta locável ocupada, o Shopping Royal Plaza, no Calçadão de Londrina, também registra aumento da ocupação, mesmo com preços para instalação em torno de R$ 120,00 o metro quadrado. O superintendente Luiz Roberto Parizotto lembra, ainda, que cerca de 60% dos lojistas mantêm-se no shopping desde a sua inauguração, há pouco mais de três anos. ''Apesar de apresentarmos um rodízio de negócios reltivamente grande, nosso índice de ocupação sempre foi alto e tende a subir, pois o Royal também é um estabelecimento novo''.
E se a estaganação econômica é a justificativa para que os shoppings dos grandes centros comerciais brasileiros apresentem aumento no índice de desocupação, Londrina mostra suas particularidades e coloca até três motivos diferentes para que esse processo se inverta. No Catuaí, Carvalho confia no alto poder de compra de seu público para a manutenção dos negócios. ''E como o shopping já é conhecido em toda a região como de alto padrão, acaba capitalizando as compras até de cidades do interior de São Paulo, como Assis e Ourinhos, devido à falta de concorrentes''.
No Shopping Quintino, o apelo ao baixo custo e à segurança são os argumentos de Juliani. ''Mantemos um padrão de atendimento ao cliente sem grandes custos, o que acaba atraindo os empresários. Além disso, eles se sentem seguros com relação a seus investimentos, pois atuam em conjunto''. E no Royal Plaza, pesa o apelo visual. Na opinião de Parizotto, a deterioração do centro da cidade força os lojistas a procurar por lugares mais agradáveis ao público. ''É essa a demanda que atendemos'', explica.

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