Aumenta a confiança no comércio e nos serviços, aponta FGV
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quinta-feira, 30 de junho de 2016
Vinicius Neder<br>Agência Estado 
Tanta a confiança do comércio quanto a dos serviços aumentaram na passagem de maio para junho, conforme informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). No caso do comércio, a confiança subiu 2,8 pontos, na série com ajuste sazonal. Com o resultado, o Índice de Confiança do Comércio (Icom) atingiu 73,7 pontos, o maior nível desde maio de 2015, quando registrou 75,3 pontos.
Em junho, tanto a avaliação sobre a situação atual quanto as expectativas melhoraram. De acordo com a FGV, o Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 3,3 pontos para 83,6 pontos, o maior nível desde janeiro de 2015 (84,9). Já o Índice da Situação Atual (ISA-COM) avançou 2,4 pontos, para 64,9 pontos. "A alta dos dois indicadores é uma boa notícia, mas a evolução novamente mais expressiva do IE-COM levou à distância recorde de 18,7 pontos entre os dois indicadores", diz nota divulgada pela FGV.
No segundo trimestre fechado, o Icom subiu pela segunda vez consecutiva, influenciado pela melhora das expectativas. O IE-COM médio ficou 5,6 pontos acima do nível do trimestre anterior, e o ISA-COM terminou o trimestre 0,9 ponto abaixo do trimestre anterior, influenciado pelo mínimo histórico registrado em abril.
A FGV classificou a alta de maio e junho como "consistente", e destacou que o índice está se afastando da mínima histórica, registrada em dezembro. A Sondagem do Comércio coletou informações de 1.206 empresas entre os dias 1 e 27 de junho.
SERVIÇOS
Já a confiança do setor de Serviços subiu 1,9 ponto em junho ante maio, já descontados os efeitos sazonais. Com o resultado, o índice atingiu 72,4 pontos, o maior nível desde junho do ano passado. Foi o quarto mês seguido de avanço na confiança da atividade. Ao todo, nove dos 13 segmentos investigados registraram aumento na confiança no período. Segundo a FGV, houve alta tanto nas avaliações sobre o futuro quanto na percepção sobre a situação atual.
O Índice de Expectativas (IE-S) subiu 3,0 pontos, para 78,0 pontos, o maior nível desde fevereiro de 2015. O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 1,0 ponto, para 67,5 pontos. A FGV informou que o IE-S abriu uma distância recorde de 10,5 pontos em relação ao ISA-S. A edição de junho da Sondagem de Serviços coletou informações de 1.955 empresas entre os dias 2 e 27 do mês.
Os responsáveis pelas pesquisas acreditam que a melhora esteja relacionada com o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) e a posse do interino Michel Temer (PMDB). "Muito provavelmente isso tem a ver com a mudança no cenário político, abrindo possibilidade para melhorias na situação econômica", afirma o consultor do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) e analista da Sondagem de Serviços, Silvio Sales.
"A crise política havia gerado um problema a mais, a incerteza como indutor do pessimismo. Assim como nos outros setores, o comércio tem uma avaliação mais positiva (com a mudança do governo)", disseo superintendente adjunto para Ciclos Econômicos do Ibre/FGV, Aloisio Campelo Junior.


