Aumenta 60% a procura por penhor
PUBLICAÇÃO
domingo, 25 de abril de 1999
Agência Estado 
Nos últimos três meses, a procura pelo penhor cresceu 60% nas agências da Caixa Econômica Federal. Isso porque a desvalorização cambial levou a uma aceleração também dos preços do ouro e, consequentemente, dos valores de avaliação dos objetos e dos empréstimos vinculados à operação de penhor. Hoje, o grama é avaliado pela Caixa em R$ 13,00. Em dezembro, era cotado por R$ 10,00.
O penhor é a operação de crédito com os juros mais baixos do mercado. Para empréstimos de até R$ 300,00, os juros são de 3,8% ao mês. Para valores superiores a esse, de 4,5% ao mês. O consumidor que recorrer a um empréstimo pessoal ou ao cheque especial poderá arcar com juros de até 8% e 12,90% ao mês, respectivamente.
Antonio Limone, gerente de Produtos Bancários da Caixa, explica que, além de taxas mais baixas, o penhor é o empréstimo mais simples de ser obtido no sistema bancário. Não são necessárias a apresentação de um avalista nem a aprovação de cadastro. Basta que o interessado leve o objeto. Feita a avaliação, receberá o valor líquido imediatamente.
É preciso lembrar que o empréstimo concedido é de até 80% do valor de avaliação atribuído pela Caixa. Dessa quantia, serão descontados o seguro e a taxa de abertura de crédito, que variam conforme o valor do bem penhorado. Portanto, para conseguir obter uma quantia significativa, será necessário penhorar vários bens. Os prazos oferecidos para o penhor são de 28, 56 ou 84 dias. Se necessário, o cliente pode renovar esse vencimento após nova avaliação do bem penhorado.


