As primeiras turmas da unidade londrinense do Instituto Federal de Educação Tecnológica (IFET) devem começar em março do próximo ano. O anúncio foi feito ontem, pelo professor Alípio Leal, diretor da escola técnica da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenador da implantação dos IFETs no Estado. Conforme a FOLHA havia anunciado na semana passada, o instituto vai funcionar no prédio construído ao lado da Associação Ondontológica do Norte do Paraná (AONP), na praça Horácio Welss, e vai ofertar gratuitamente cursos técnicos na área da saúde.
O investimento total do projeto está orçado em R$ 5 milhões, incluída a construção do prédio e a aquisição de equipamentos. A implantação do IFET foi oficializada ontem à tarde, durante assinatura de convênio entre AONP, prefeitura de Londrina, UFPR e Ministério da Educação (MEC).
Segundo o professor Leal, os cursos de prótese dentária e higiene dental vão inaugurar o instituto no início de 2009, com 30 vagas cada um. Na sequência devem ser implantados os cursos de massoterapia, radioterapia e enfermagem. Os alunos serão selecionados por meio de vestibular, o primeiro deve acontecer em fevereiro, e a principal condição para se inscrever é ter acima de 18 anos. Apesar do prédio já estar pronto, o professor lembrou que aguarda a liberação das vagas pelo MEC e pelo Ministério do Planejamento para realizar concurso público e contratar professores e funcionários.
''A proposta do IFET é ser uma universidade profissionalizante. A princípio serão cursos técnicos, mas a expectativa é abrir cursos de licenciatura em química e física, por exemplo. Londrina é privilegiada por receber mais uma unidade federal de ensino técnico'', disse Leal, frisando que a cidade já conta com um campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UFTPR), que atua mais na área industrial e de serviços. A previsão é que até o final de 2010 sejam abertas 1.000 vagas no IFET de Londrina e cerca de 12 mil no Paraná. Além da unidade de Londrina, o IFET será implantado em outras sete cidades do Estado.
Prédio
A construção do prédio onde será instalado o instituto foi realizada com recursos do Programa de Expansão da Educação Profissional (Proep) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculados ao MEC. A área foi doada pela prefeitura. O projeto do local foi desenvolvido pela própria AONP, que pretendia abrir uma escola voltada para cursos na área da saúde bucal.
Conforme o presidente da entidade, Jurandir Alves Ferreira, a iniciativa foi aprovada em 2001, mas até a chegada dos recursos (R$ 2,707.810,48) em 2005 e início das obras o cenário mudou. ''Nos deparamos com um problema de sustentabilidade do projeto. Os custos eram outros e com a entrada de novas instituições de ensino a concorrência aumentou'', lamentou.
Segundo Alves, a contrapartida para o governo federal seria oferecer
50% das vagas gratuitamente, o que inviabilizaria o negócio. Então, no início do ano, a diretoria da AONP esteve em Brasília e pelo intermédio dos deputados federais Alex Canziani (PTB) e André Vargas (PT), conseguiram federalizar a escola.
Para o Robério Corrêa, representante do MEC, a transferência de gestão de uma escola técnica comunitária, como seria a da AONP, para uma federal é muito positiva. ''É a garantia de que os recursos públicos investidos serão utilizados da melhor forma por toda a comunidade, já que 100% das vagas serão gratuitas'', destacou.

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