BRASÍLIA - O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou hoje que o governo não pretende ampliar a meta de superávit primário (economia do governo para o pagamento dos juros da dívida pública) para 2012, assim como fez este ano. A meta para o governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) é de R$ 96,9 bilhões. "A política fiscal de 2012 é primário cheio e, portanto, neutro. Não é como em 2011, que estamos trabalhando com um primário maior. O primário em 2012 será a meta cheia, nem maior nem menor", afirmou.

Augustin disse que o governo não vislumbra medidas fiscais extraordinárias no próximo ano, como ocorreu em 2009 e 2010. Por outro lado, criticou as avaliações de que o governo terá dificuldades em cumprir a meta do ano que vem. "Não havendo alterações fortes de despesas, vamos cumprir o primário", afirmou.

Ele destacou, no entanto, que há riscos fiscais, sobretudo em função das pressões por reajustes salariais, como do Judiciário, que tramitam no Congresso Nacional. "Aí a vida complica bastante", afirmou. Segundo ele, se os parâmetros do Orçamento de 2012 forem mantidos, não haverá dificuldades no cumprimento da meta. "Tenho tranquilidade com o superávit de 2012. A visão é positiva para 2012", afirmou.

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