Arquivo FolhaAcesso vetadoBens de Pedro Paulo de Souza, maior acionista da Encol, estão indisponíveis para garantir dívida com INSSMesmo tendo assinado um acordo de saneamento com investidores estrangeiros no último sábado, a Encol não receberá injeção significativa de recursos nos próximos três ou quatro meses. Essa é a previsão feita pelo presidente da World Mae, James Jones, em entrevista à reportagem por telefone de Washington (EUA), sede da empresa. Segundo ele, o processo de securitização (transformação em títulos) dos créditos da Encol depende da auditoria nos ativos da construtora brasileira.
‘‘O envolvimento da World Mae neste momento é o de analisar os ativos da Encol e tentar determinar quais podem ser securitizados para produzir os recursos necessários à construtora’’, disse. A World Mae ainda está definindo como pretende realizar a auditoria na construtora. ‘‘Nós estamos juntando uma equipe que fará a auditoria com a assistência externa de companhias especializadas. Teremos alguns contadores e advogados, mas não será uma única companhia’’, afirmou o presidente da World Mae.
De acordo com Jones, a solução da securitização pode não atender a todos os 710 empreendimentos da construtora brasileira. ‘‘Eu não tenho certeza nesse ponto sobre quais ativos da Encol são os melhores candidatos para a securitização’’, disse. ‘‘Se o projeto na planta for possível de securitização tudo bem, mas eu não estou dizendo que é isso necessariamente o que faremos no caso da Encol. Em teoria pode ser securitizado’’, acrescentou. O presidente da World Mae afirmou estar ciente dos pedidos de falência contra a Encol atualmente em análise da Justiça brasileira.
‘‘É claro que, se um tribunal decretar a falência, o processo será interrompido’’, afirmou Jones. Na última sexta-feira, o juiz Carlos Alberto Rocha, da 3ª Vara de Execuções Fiscais da Justiça Federal, concedeu uma liminar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) determinando a indisponibilidade dos bens da Encol e de seu acionista majoritário, Pedro Paulo de Souza. O INSS quer garantir a dívida da construtora com a Previdência Social, que é de R$ 120 milhões. Desse montante, R$ 5 milhões têm que ser quitados em uma só parcela. A World Mae tem cerca de dois anos e suas operações, até o momento, ocorrem apenas na Argentina, disse o presidente da empresa.

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