Londrina- Os auditores Fiscais do Trabalho iniciaram, ontem, a paralisação das atividades por tempo indeterminado. Eles reivindicam a incorporação das gratificações ao salário para melhorar a aposentadoria dos inativos e reduzir as diferenças entre os servidores em início e final de carreira. Na prática, isso equivale ao acréscimo de 20% a 30% na remuneração.
''Revelar a quantia pode chocar a população porque nosso salário está acima da média nacional'', disse Fernando Roque, diretor da Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho no Paraná, que preferiu omitir a informação. No entanto, ele confirmou que o valor é - praticamente - o mesmo pago aos auditores da Receita Federal do Brasil (incluindo da Previdência Social), ou seja, entre R$ 11 mil e R$ 14 mil. Estes completam - hoje - uma semana de greve.
Em Londrina, 30% dos 20 auditores do Trabalho e 66 da Receita Federal na ativa estão trabalhando em cumprimento à legislação que proíbe a interrupção total do serviço. ''Nosso salário sempre esteve entre os mais altos do Executivo. Mas, há dois anos, não temos reajuste. Em resumo, queremos a valorização da nossa atividade. Os funcionários da Procuradoria da Fazenda Nacional e Advocacia Geral da União estão no mesmo barco que nós. A única exceção são os delegados da Polícia Federal que receberam aumento em 2007'', explicou Jesus Luiz Brandão, auditor fiscal e diretor da Unafisco.
A categoria não possui data-base e desde setembro do ano passado está negociando a pauta de reivindicações com o governo federal. Conforme Brandão, o último encontro na primeira quinzena deste mês, mas desde novembro as propostas não evoluem. Nesta quinta-feira, dia 27, os auditores da Receita Federal de todo País, inclusive Londrina, realizarão assembléia para avaliar o movimento. Para os auditores do Trabalho, o encontro será na quarta-feira.

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