O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco Sindical), Paulo Gil, afirmou que a categoria intensificou, ontem, o movimento de paralisação. Segundo ele, os auditores fiscais dos portos de Santos, Rio de Janeiro e do aeroporto de Cumbica (SP) pararam suas atividades, para participar do ‘‘Dia Nacional da Busca do Diálogo’’ com o governo. Desde a segunda semana de março até agora, as aduanas vinham fazendo operação-padrão – ou seja, fiscalizavam todas as cargas, e não apenas uma amostra, como é o procedimento normal. O presidente da Unafisco disse, porém, que nesses locais não houve liberação de carga em geral, exceto perecíveis, cargas vivas, explosivos, produtos inflamáveis e medicamentos.
Três centenas de fiscais, entre eles aposentados, fizeram uma manifestação hoje em frente ao Ministério da Fazenda, com o objetivo de ser recebidos pelo ministro Pedro Malan ou pelo secretário da Receita Federal, Everardo Maciel. Desde o início da greve, eles não conseguem audiência com nenhuma das duas autoridades. Havia um manifestante vestido de leão. Eles, porém, não abordaram Malan e Everardo quando esses chegaram à Fazenda, por volta do meio-dia, no Palácio da Alvorada.
No final da tarde, os fiscais se dispersaram, sem ter alcançado seu objetivo. A categoria tem uma pauta extensa de reivindicações. Entre elas, a manutenção do regime estatutário em projeto de lei complementar para a contratação de novos auditores fiscais e a reposição das perdas inflacionárias desde janeiro de 1995 pelo índice Dieese (63,83%).

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