Curitiba - Os auditores fiscais da Receita Federal, em greve desde 18 de março, decidiram manter o movimento em assembléias realizadas ontem em todo o País. A categoria também decidiu rejeitar o sistema de desenvolvimento da carreira proposto pelo governo federal. A partir do dia 3 de abril, os auditores também pretendem entregar o serviço de fiscalização de tributos internos para os chefes da Receita. Essa medida pode provocar queda na arrecadação de impostos.
Ontem, em Foz do Iguaçu, o pátio da Estação Aduaneira do Interior (Eadi) estava lotado com carga máxima que atingia 850 caminhões. Devido ao grande movimento, os auditores começaram a distribuir senhas para os caminhoneiros entrarem no pátio. O normal é serem liberados cerca de 500 caminhões por dia na Eadi. Com a greve, está ocorrendo a liberação de 100 a 150 caminhões por dia.
O presidente do Unafisco (sindicato que representa a categoria) de Foz, Alfonso Burg, disse que a situação só não está pior na Eadi porque o Paraguai está evitando enviar cargas e reduziu o movimento para apenas 25% do total. A Eadi não está recebendo caminhões da Argentina porque há quatro dias ocorre uma paralisação de agricultores naquele país. Os auditores têm um salário inicial de R$ 10 mil. O governo propôs um reajuste salarial de 17% mas a categoria reivindica 42%.

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