Uma audiência de conciliação entre os trabalhadores de segurança privada e o sindicato patronal marcada para hoje, às 10h30, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) irá discutir o dissídio coletivo da categoria. Apesar da negociação, a greve pode continuar. Isso porque a audiência é apenas dos vigilantes de segurança patrimonial e não envolve os trabalhadores de carro-forte.Esta última categoria recebeu uma proposta de reajuste salarial de 5% e redução de 15% no piso para novas contratações. Curitiba e Região contam com 800 vigilantes patrimoniais e 6 mil de carro-forte. Ontem, a adesão à greve da primeira categoria foi de 70% e da segunda de 100%.
  Durante todo o dia faltou dinheiro no autoatendimento de vários bancos em Curitiba, principalmente na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil e 250 agências de Curitiba e Região Metropolitana ficaram com as portas fechadas. Ao longo do dia de ontem, os trabalhadores realizaram piquetes no centro de Curitiba e nos bairros também para conferir se as agências bancárias estavam fechadas. Dos 21 caixas de autoatendimento da Caixa na Praça Carlos Gomes, 13 não tinham dinheiro para saque e exibiam a mensagem ‘‘Para saques até R$ 1 mil dirija-se a uma casa lotérica’’. principalmente na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil e 250 agências de Curitiba e Região Metropolitana ficaram com as portas fechadas.
  A dona de casa Karyen da Silva veio de São José dos Pinhais na Região Metropolitana fazer um depósito na Caixa da Praça Carlos Gomes porque o banco estava fechado no município no qual ela mora. Karyen também estava com dificuldade para sacar dinheiro. Em uma agência do Banco do Brasil no Centro, a fila no autoatendimento era enorme ontem por volta das 15 horas. A professora Silvana Fustinoni teve que ir à quatro agências do Banco do Brasil para conseguir sacar dinheiro para pagar contas. ‘‘Essa greve está prejudicando bastante’’, disse. No Centro ainda estavam fechadas agências do Santander e do Itaú.
  Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Paraná (Sindesp), Jeferson Furlan Nazário, não há contra-proposta a ser feita. O presidente do Sindicato que representa o patronal do setor, Gerson Benedito Pires, não foi encontrado pela reportagem da FOLHA para comentar o assunto. O Sindesp ainda rebateu as informações de adesão, afirmando que foram apenas 5% em todo o Estado, de acordo com levantamento realizado ontem à tarde.
  A greve é por campanha salarial e melhores condições de trabalho. Os vigilantes pedem uma reposição salarial de 7% referente à inflação do último ano, mais 5% de aumento real, além de elevação no adicional de risco da categoria e vale-refeição de R$ 15. O piso atual varia entre R$ 890 e R$ 1500, conforme a área de atuação, segundo o Sindivigilantes. A última proposta do Sindesp, que foi rejeitada pela categoria, foi de 7% sobre o piso salarial, adicional de risco, seguro saúde e vale creche, além de 10% de aumento no vale-refeição.

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