Audi vai iniciar obras no Paraná
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segunda-feira, 07 de abril de 1997
Carmem Murara Surcusal de Curitiba 
Arquivo FolhaFeito no ParanáMontadora vai produzir 30 mil unidades ao ano do modelo Audi A3 na fábrica de São José dos PinhaisA montadora alemã Audi/Volkswagen começará as obras de terraplenagem para instalação da fábrica em São José dos Pinhais na próxima semana. A data foi confirmada ontem pelo presidente da Audi no Brasil, Nikolaus Feil. O presidente da empresa esteve em Curitiba para contatos com o governador do Estado, Jaime Lerner, e para procurar uma casa, onde pretende morar. Segundo Feil, as obras civis da empresa começarão até o final de maio.
A Audi/Volkswagen pretende investir no Estado cerca de US$ 600 milhões. A montadora irá produzir os modelos Audi A3 e o Golf, através da Volkswagen. Com o investimento de fornecedoras, o valor pode chegar a R$ 720 milhões. O número de empregos diretos a ser gerado está em torno de dois mil.
Segundo o presidente da Audi do Brasil, a empresa produzirá cerca de 30 mil unidades por ano. Mas ele preferiu não detalhar todos os números do investimento. Vamos publicar os detalhes do nosso investimento, até o final do mês, afirmou Feil.
A capacidade total de produção é de 120 mil unidades. A produção é para atender ao mercado nacional e internacional. Do total produzido, 25 mil unidades são para o mercado interno e o restante se destina a exportação para países da América do Sul.
Feil fez uma visita de cortesia ao governador e no caminho encontrou o presidente nacional do Sindipeças (sindicato que representa as empresas fornecedoras de autopeças), Paulo Butori. Os dois chegaram a conversar sobre os projetos das fornecedoras para o Estado. A expectativa da Audi em relação às empresas também foi discutida.
O Sindipeças calcula que cerca de 120 empresas migrem para o Estado por causa das montadoras. Somente da Audi serão entre 50 e 60 empresas, afirmou Butori. Na região do ABC paulista, as montadoras foram responsáveis pela atração de 300 fornecedoras. A cidade de Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, recebeu 65 empresas por causa da Fiat.
Butori afirmou a Feil e ao governador que há necessidade de formar um projeto para evitar que a região se desenvolva de maneira desorganizada por causa do grande volume de investimento que chegará, em curto espaço de tempo. A intenção é evitar que surjam problemas de infra-estrutura e de falta de capacitação de mão-de-obra.


