Audi tem mercado crescente
A Volkswagen decidiu priorizar a instalação de sua subsidiária, Audi, em São José dos Pinhais, para atender uma fatia de mercado que pode ser preenchida no País. A confirmação foi feita pelo presidente mundial da Audi, Herbert Demel, que vai assumir a direção da Volkswagen do Brasil com a transferência de Pierre-Alain de Smedt para a Seat, subsidiária espanhola da montadora.
Demel esteve na solenidade de assinatura do protocolo de intenções para a construção da fábrica em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Ele disse que o Audi A-3, modelo a ser fabricado, irá disputar mercado com os carros da Mercedes-Benz e BMW.
Hoje são vendidos uma média mensal de 2,5 mil carros da Audi em todo o País. O volume de vendas superou as marcas das duas concorrentes, que vendem cerca de 2,2 mil unidades a cada mês. O número ainda é pequeno se comparado com a produção nacional de veículos, que é de 150 mil unidades por mês. Somente a Volkswagen concentra 37% do mercado nacional de automóveis.
Segundo o dono do Grupo Corujão, empresa que revende as marcas Audi e Volkswagen, José Carlos Gomes de Carvalho, os modelos da Audi terão mercado por causa da tecnologia do carro. É um filão de mercado, e por isso o grande interesse da Volks em colocar o quanto antes a Audi no Brasil, justifica Carvalho, que também é vice-prefeito de Curitiba e presidente da Federação das Indústrias do Paraná. O Audi A-3 concorre diretamente com os modelos compactos da BMW e Mercedes-Benz. Ele deve entrar no mercado com preço em torno de R$ 39 mil.(C.M.)





