Ingolstadt - Depois de cinco anos de relativo sucesso, período em que vendeu pouco mais de 40 mil unidades no mercado nacional, a Audi corre o risco de encerrar de vez a fabricação do modelo A3 de três e de cinco portas na sua unidade industrial em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Os próximos dois anos serão decisivos para a empresa o que, no entanto, não significaria o fechamento da fábrica paranaense, onde trabalham 2,6 mil funcionários. Isso porque a Volkswagen, que controla 99,1% da Audi AG, aproveitaria a unidade industrial paranaense para produzir outros modelos, como o Tupi.
''A fábrica não vai ser fechada. Mas há um risco de a Audi não aproveitá-la mais'', disse o chefe de vendas para as Américas, Mattias Seidl, em entrevista a jornalistas brasileiros na sede da Audi, em Ingolstadt, na Alemanha. ''A continuidade da produção do A3 não depende da Audi. As decisões sobre isso ainda não foram tomadas'', esclareceu Seidl.
Ele afirmou, no entanto, que o A3 de três portas terá a sua produção interrompida logo. O funcionário não disse quando. Sobre o A3 cinco portas, Seidl afirmou que a fabricação desse modelo poderá se estender por mais dois anos.
Atualmente, o Brasil é o único país onde o Audi A3 com cinco portas é fabricado e vendido. Nos demais mercados, a versão três portas desse modelo estará disponível somente até o final de 2004. Seidl não soube confirmar se os dois modelos terão ou não um sucessor e se este será fabricado em Curitiba, onde a Volkswagen e a Audi investiram R$ 1,2 bilhão desde 1998.
''O projeto está ainda sendo avaliado'', disse Seidl, ao se referir à possibilidade de existir um sucessor para o A3. Ele acrescentou que essa decisão dependerá do potencial de mercado e da rentabilidade do futuro projeto.
O executivo reconheceu que a situação econômica mundial está difícil. As vendas da Audi no Brasil entre janeiro e março deste ano cresceram pouco mais de 12,5%, passando de 2.405 unidades, no primeiro trimestre de 2002, para 2.705 veículos no mesmo período de 2003. Apesar dessa expansão, a Audi dificilmente alcançará este ano o resultado de 2001, quando vendeu no Brasil 12.453 unidades (entre modelos fabricados no País e os importados).

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