Ingolstadt (Alemanha - A Audi não pretende deixar de produzir veículos no Brasil, mas admite que o desempenho de sua unidade no País tem decepcionado. Dois de seus principais executivos classificaram a situação como difícil.
''A situação é difícil'', disse Peter Abele, membro do conselho da montadora alemã responsável por assuntos financeiros. ''Ainda estamos lucrando, mas no limite.''
Inaugurada em 1999, logo após a desvalorização do real, a fábrica de São José dos Pinhais (PR) produziu menos veículos no ano passado do que em 2001. E a montadora já se prepara para uma nova queda neste ano.
''Não existe alternativa'', afirmou Matthias Seidl, responsável pelas operações do grupo alemão na América Latina. ''Foi muito trabalho, muito investimento, muito coração. Mas não gostaria de esconder que a situação é difícil.''
Em 2001, a Audi produziu 12 mil unidades de seu modelo A3. No ano passado, a produção foi de 10,6 mil unidades. No mundo, a empresa produziu perto de 1 milhão de veículos em 2002.
De acordo com Seidl, as margens da Audi brasileira foram estreitadas pela depreciação cambial. Nos últimos três anos, aumentou a nacionalização dos componentes em cerca de 60%, mas, segundo o executivo, não há espaço para que o índice cresça.

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