Audi adota 'jornada extra' para produzir 70 mil carros
Os 2.200 funcionários das áreas de produção da Volksvagem/Audi, em São José dos Pinhais, começam hoje um novo expediente na empresa. Eles vão trabalhar uma hora a mais, até 15 de novembro, passando de oito para nove horas o cumprimento diário de suas atividades. Para isso receberão hora-extra, com pagamento de 100%, o que representará 90 horas a mais em seus salários durante o período.
A mudança está sendo possível em virtude de um acordo feito no mês passado entre a diretoria da montadora e o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba. Inicialmente a Audi queria que o trabalho extra fosse realizado aos sábados mas, em assembléia, a categoria aceitou desde que ocorresse durante os dias da semana.
Segundo o gerente de Recursos Humanos da empresa, Adilson Zanoni, a ampliação do expediente foi uma alternativa para possibilitar o cumprimento do programa de produção, que é de 350 veículos por dia e deve passar para 400 unidades até o final deste ano. O aumento desta produção é uma exigência do mercado que está reagindo e aquecendo as vendas, afirmou Zanoni.
A Audi iniciou a produção no Paraná em janeiro do ano passado, com um investimento de US$ 1,2 bilhão. Em 1999 fabricou 18 mil carros e projeta, para este ano, um salto para mais de 70 mil unidades. Além do crescimento interno, está ampliando também as exportações. Quase 50% da produção atual, tanto do Golf tanto do Audi A3, são exportadas para os Estados Unidos, Canadá, México e América do Sul, principalmente Argentina e Chile.
Para dar conta dessa produção, a empresa pediu não só o aumento da jornada dos funcionários, como também ampliou os quadros do pessoal da produção. Dos atuais 2.200, mais de 200 foram contratados entre maio e junho. A Audi está seguindo a política da Volksvagem no País, que também ampliou seu pessoal nas unidades de produção de Resende (ônibus e caminhões), São Bernardo do Campo (Gol, Saveiro, Santana, Quantum e Kombi), Taubaté (Gol e Parati) e São Carlos (motores).





