Brasília - A volta das atuações do Tesouro Nacional no mercado de câmbio, anunciada ontem pelo diretor de Política Econômica do BC, Afonso Bevilaqua, também acabou trazendo reflexos para as projeções do balanço de pagamentos brasileiro. Como o Tesouro comprará dólares no mercado financeiro para quitar dívidas do governo contratadas no exterior, a pressão sobre as reservas internacionais será menor.
Segundo Bevilaqua, as reservas brutas - que incluem os recursos emprestados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) ao País - deverão fechar o ano em US$ 48,704 bilhões, acima dos US$ 47,350 bilhões estimados até setembro.
Descontado os empréstimos do Fundo, as reservas líquidas deverão estar em dezembro no patamar de US$ 22,446 bilhões.
Como as compras do Tesouro afetarão não só o fluxo de pagamento da dívida externa em dezembro, mas também de todo o primeiro semestre de 2005, as estimativas para o comportamento das reservas no próximo ano também foram revistas. Em termos brutos, o BC estima que elas estarão em US$ 40,294 bilhões e não mais em US$ 36,588 bilhões. Sem o dinheiro do FMI, as reservas brasileiras ficarão em US$ 21,469 bilhões, acima dos US$ 18,415 bilhões estimados até setembro. (AE)

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