São Paulo - O novo presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, afirmou ontem que sob sua gestão a instituição financeira terá uma atuação mais agressiva com o objetivo de ganhar participação de mercado. ''Teremos uma atuação mais decisiva para dar suporte ao desenvolvimento que o País precisa'', disse, em teleconferência com analistas. O executivo, que atualmente ocupa o cargo de vice-presidente de Novos Negócios e Cartões, assumirá a presidência no dia 22 de abril, no lugar de Antonio Francisco de Lima Neto.
Embora tenha reforçado por diversas vezes que o BB terá uma atuação mais agressiva em 2009, Bendine afirmou que a instituição não deixará de buscar rentabilidade de sua operação e que a qualidade de crédito será mantida. ''Eu quero tranquilizar a todos que vamos manter o nosso padrão de análise de crédito e evitar que haja um descolamento entre as concessões e a inadimplência'', disse.
Bendine afirmou que essa política de maior agressividade faz parte do contrato de gestão assumido com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Essa atuação colaborará para o destravamento do crédito no País, desejo do controlador majoritário do banco, que é a União. ''E também assumi o compromisso de manter as taxas competitivas para conseguirmos ocupar maior espaço no mercado.''
Sobre a cobrança de membros do governo federal sobre a redução dos spreads, o futuro presidente do BB acredita que ela será generalizada e que isso não significa que a rentabilidade será afetada. ''Os bancos brasileiros diante desse novo quadro, de juros menores, irão procurar reduzir os spreads. Vamos compensar essa redução com uma atuação mais agressiva'', disse Bendine, garantindo que o banco não descuidará da rentabilidade e nem reduzirá o rigor na concessão de crédito.
Bendine afirmou ainda que não serão alteradas as projeções de crescimento para 2009, que contempla uma expectativa de expansão da carteira de crédito entre 13% e 17% e um retorno sobre o patrimônio líquido em 2009, tendo como base o resultado recorrente (que exclui os efeitos extraordinários), entre 19% e 22%, ante os 24,7% de 2008.
O Banco do Brasil pretende ter uma atuação mais agressiva não somente na área de crédito, mas também em outros negócios em que a instituição atua. A avaliação é de que é possível ganhar participação em segmentos como o de seguros e cartões de crédito.

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