São Paulo - A AT&T do Brasil deverá entrar no mercado de telefonia fixa local e de longa distância no primeiro trimestre do próximo ano. A empresa, que oferece a transmissão de dados e internet, assinou contratos com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para operar telefonia local, DDD e DDI nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e Porto Alegre.
  Segundo o presidente da AT&T, João Elek Júnior, as licenças obtidas ontem serão ‘‘um marco na história da empresa’’, que passará a atender também clientes de médio e pequeno port, apesar de que o seu foco continuará a ser o mercado corporativo. Atualmente, os seus principais clientes são grandes empresas, além do Banco Central, que usa os serviços de transmissão de dados para acessar as operações do sistema financeiro e do SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro).
  Ele não revelou o volume de investimentos que serão feitos pela empresa para a ampliação dos serviços, que faturou R$ 90 milhões até o terceiro trimestre deste ano. A AT&T do Brasil possui atualmente cerca de 1,3 mil clientes, mas sua rede já instalada poderia atender 12 mil clientes.
  Questionado sobre o possível pedido de concordata da AT&T Latin América, que tem provocado preocupação no mercado, Elek afirmou que a consultoria Alix Partner está realizando um levantamento sobre as operações da empresa no Brasil, Argentina, Peru, Chile e Colômbia para para levantar ‘‘alternativas para dar continuidade ao negócio’’.
  O presidente da Anatel, Luiz Guilherme Schymura, afirmou que a entrada de mais uma concorrente nos serviços de telefonia fixa, num momento de escassez de recursos para investimentos no mundo inteiro, mostra a ‘‘crença’’ no potencial do Brasil e no setor de telecomunicações e a ‘‘confiança’’ nas políticas do setor. Segundo ele, a ampliação da competição beneficia o usuário.

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