Novas filas de caminhões se formaram nos últimos dias à espera para descarregar no porto de Paranáguá. Ontem, a fila se estendeu por aproximadamente 30 quilômetros, com cerca de 1.200 caminhões parados ao longo da BR-277 - rodovia que dá acesso ao Porto. O mau tempo e a chegada de navios que vieram apenas para completar a carga foram os responsáveis pelo atraso nos embarques ocorrido essa semana, explicou o diretor técnico do porto, Luiz Ivan de Vasconcelos.
Na semana que passou pelo menos 12 navios atracaram no Porto de Paranaguá para carregar pouco produto, o que atrapalha a operação. ‘‘É pior carregar um navio que quer pouca tonelagem do que um navio de grande porte que demora dois dias para carregar, mas em compensação esvazia um silo’’, disse Vasconcelos. Para se ter uma idéia do atraso na operação, a produtividade diária do porto no Corredor de Exportação caiu de 65 mil toneladas por dia para 30 mil toneladas por dia.
De acordo com Vasconcelos, os silos estão cheios e o fato de carregar baixa tonelagem por navio dificulta o escoamento do grão, o que contribui para a formação das filas de caminhões. Além disso, o mau tempo também influencia na demora da operação. Para se ter uma idéia, nos últimos dois dias foram descarregados apenas 800 caminhões, enquanto a média diária é descarregar 1.500 caminhões.
Vasconcellos aposta na recuperação da produtividade a partir da próxima semana, porque estão à espera para atracar apenas navios de grande porte com capacidade para carregar de 30 mil a 60 mil toneladas. Pelo menos sete navios estão esperando ao largo e e outros navios de grande porte estão chegando. Entre o dia 27 de maio e 8 de junho, devem chegar 18 navios, o que deverá reduzir bastante o número de caminhões na rodovia, disse.
Ainda é intenso o volume de caminhões que chega ao porto de Paranguá para descarregar soja, farelo, milho e açúcar. Por isso, os operadores do porto trabalham de olho nas previsões do tempo. Qualquer piora nas condições climáticas pode ser motivo de atraso nas operações de embarque e aí voltam-se a formas as imensas filas de caminhões, lembrou Vasconcelos.

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