Vânia Casado
De Curitiba
O atraso na liberação do Recoop está dificultando a captação de recursos para as cooperativas. ‘‘Estamos na boca da safra e as cooperativas estão esperando pela liberação dos recursos para repassar aos associados’’, disse o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski. Ele pede a agilização na assinatura dos contratos, para desafogar cooperativas que não têm como rolar suas dívidas.
Koslovski destaca que já se passaram um ano e um mês, desde a assinatura da primeira Medida Provisória, nº 1898, autorizando o Recoop e até agora não foi assinado nem um contrato que beneficia as cooperativas que tiveram seus projetos aprovados. O presidente da Ocepar disse que se o Banco do Brasil iniciasse o processo, com a assinatura dos primeiros contratos, os demais bancos também se encorporariam e liberariam os projetos que estão com eles.
A superintendência do Banco do Brasil informa que após a avaliação técnica e a indicação do perito se o projeto é viável ou não, os projetos aprovados vão para análise bancária, como cadastro e garantias reais. Só após esse processo, o endividamento das cooperativas poderá ser alongado.
Diante disso, a Superintendência do BB avisa que ainda não é o momento da liberação dos recursos. O gerente, Josemar Horst, disse que o posicionamento do banco é que o endividamento das cooperativas vai ser analisado de forma global por todos os bancos credores envolvidos.
A expectativa é que a partir da reedição da MP, saia a alteração que está emperrando a assinatura dos contratos. O perfil das dívidas mudou desde o dia 30 de junho de 1998. A dívida com os bancos até a data da instituição do Recoop já havia sido negociada. Ocorre que nesse período houve alterações como a renovação das operações e as regras sobre a atualização dessa dívida, não constam da MP. A liberação dos recursos para as cooperativas estava avaliada em R$ 744 milhões até junho de 98.

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