Atolado no gelo! Às vezes, ser presidente do Banco Central do Brasil é tão difícil quanto ser um náufrago perdido na Antártida. A comparação foi feita ontem, em tom de brincadeira, por um bem humorado Armínio Fraga (foto), cerca de duas horas antes do início do último dia de reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Fraga falou por cerca de 15 minutos ao receber o navegador Amyr Klink na sede do BC, em Brasília. Klink deu uma palestra sobre motivação aos funcionários da instituição. O presidente do BC aproveitou a presença do navegador para citar passagens de um livro que conta a história do explorador Ernest Shackleton. No início do século passado, Shackleton tentava atravessar o pólo Sul de barco quando, com a chegada do inverno, as águas em que navegava congelaram. O fenômeno acabou por afundar a embarcação, deixando a tripulação perdida no gelo. ''Um amigo aqui do Banco Central me indicou a leitura desse livro porque, às vezes, nossa situação aqui é parecida com a de Shackleton'', brincou o presidente do BC, arrancando risadas dos funcionários.

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