O movimento de pousos e decolagens foi praticamente normal durante todo o dia de ontem nos aeroportos de Curitiba e Londrina, mesmo com a paralisação provisória dos aeroviários (pessoas que trabalha em terra) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
A categoria negocia reajuste salarial com as companhias aéreas e decidiu pela mobilização que durou até o início da tarde. Por causa do protesto, a expectativa era de que outros aeroportos do País pudessem sentir os efeitos da manifestação. Entretanto, segundo a assessoria da Infraero no Afonso Pena, em Curitiba, das 0h até às 18h de ontem, de um total de 80 partidas, ocorreram seis cancelamentos e 35 voos com atraso. Das 77 chegadas, sete foram canceladas e 31 voos tiveram atrasos.
Em Londrina
O Aeroporto José Richa, em Londrina, também teve movimentação normal ontem pela manhã, segundo o superintendente da Infraero, Marcus Vinícius Rezende Pio. De acordo com ele, nenhum voo foi cancelado ou sofreu grandes atrasos até ao meio-dia, por conta da paralisação dos aeroviários em São Paulo. Conforme Pio, pela manhã, somente um voo com destino a São Paulo sofreu um pequeno atraso. Entretanto, acompanhando a situação dos voos pela página da Infraero, Londrina teria registrado 3 atrasos dos 10 voos previstos para durante todo o dia.
Pio afirmou que, por parte da Infraero, tudo segue na normalidade. O superintendente da Infraero completou que está atento a qualquer movimentação sobre uma possível paralisação dos aeroviários.
No País
Os aeronautas (funcionários que trabalham em voo) aceitaram a proposta das empresas aéreas e decidiram desistir da greve anunciada para começar ontem, às 23h. A decisão é válida para todos os Estados. Já a situação dos aeroviários, até o fechamento desta edição, ainda estava indefinida. No aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde parte dos aeroviários paralisaram ontem, uma assembleia na segunda-feira decidirá se haverá greve ou não. (Com Agências)

mockup