A economia e o futebol do Paraná foram diretamente impactados pela Copa do Mundo, com quatro jogos marcados para a Arena da Baixada, em Curitiba, e a estadia das seleções da Espanha e da Coreia do Sul, respectivamente no Centro de Treinamentos do Atlético Paranaense, na Capital, e em Foz do Iguaçu.
Para o Atlético e para a economia de Curitiba, o impacto pode ser ainda mais duradouro. Proprietário de um dos três estádios particulares do Mundial, o clube espera nos próximos anos praticamente quadruplicar as receitas oriundas do espaço, em planos para sócios, camarotes, naming rights da Arena, publicidade nos setores internos, locação para shows, entre outras.
"Os donos dos estádios particulares da Copa (os outros são Corinthians, que construiu uma arena que leva o nome do clube, apelidada Itaquerão, e Internacional, que reformou o Beira-Rio) devem ser os principais beneficiados nos próximos anos, com a perspectiva de uma grande alavancagem de receita", diz o consultor Marcelo Risso.
Embora não tenha sido beneficiada pelo Mundial, já que não hospedou nenhuma seleção, Londrina vem sentindo a influência de novos rumos na gestão do futebol profissional da cidade. "Em futebol, trabalha-se em cima de resultados. Com o Londrina Esporte Clube bem administrado, com uma imagem séria, a tendência é gerar coisas positivas para a cidade. Tanto no comércio quanto no espírito da cidade, as pessoas ficam alegres, otimistas", avalia o empresário Enio Sehn Junior, conselheiro da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil).
"No Londrina, desde a intervenção judicial e a troca da diretoria (que resultou em um contrato de gestão do departamento de futebol com a empresa SM Sports), houve uma grande mudança. A própria promotoria alegou que o LEC é um patrimônio histórico da cidade. É uma marca conhecida no Brasil inteiro. Grandes empresas voltaram a patrocinar o Londrina, como uma multinacional da área de shopping centers. Com o time bem e participando de competições importantes, há um impacto positivo, inclusive com movimentação em hotéis e restaurantes, de pessoas que vêm para a cidade ver os jogos", afirma Sehn. (F.G.)

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