Arquivo FolhaEm etapasJosé Ricardo Mendes da Silva, da Atlas: mão-de-obra será formada em Londrina ao longo do tempoO diretor financeiro e de relações com o mercado da Atlas, José Ricardo Mendes da Silva, disse ontem à Folha, por telefone, que pretende cumprir a lei 7.052, mas lembrou que durante a negociação com o governo do Estado a empresa sempre deixou claro que teria um processo de implantação gradativo na cidade. ‘‘Não dá para dizer ainda se vamos começar a operar com a maioria de trabalhadores londrinenses. É cedo para afirmar isto porque estamos no processo de seleção. Existe falta de mão-de-obra capacitada em Londrina mas estas pessoas devem ser formadas ao longo do tempo’’.
A instalação da Atlas na cidade será feita em duas etapas. Na primeira, com a inauguração da fábrica - prevista para setembro - devem ser gerados cerca de 450 empregos diretos. ‘‘Estamos negociando com o governo do Estado a segunda fase do projeto, que é a transferência da área administrativa para Londrina’’, diz Silva. ‘‘No ano 2000, quando 1,1 mil devem estar trabalhando na unidade, pretendemos que 100% desta mão-de-obra seja local’’. Na segunda etapa do projeto, vão ser investidos entre R$ 7 milhões e R$ 10 milhões. Na primeira, foram investidos R$ 63 milhões.
Os primeiros 69 trabalhadores contratados pela empresa em Londrina já estão sendo treinados no Centro de Treinamento da Atlas. Silva diz que pelo menos outros 100 londrinenses devem ser contratados até setembro. Cerca de 40 funcionários devem ser transferidos de São Paulo para Londrina e outros 60 virão temporariamente para treinar a mão-de-obra local. A empresa pretende contratar mais 40 trabalhadores em Campinas (SP), onde desde o início da semana seleciona pessoal para ocupar 26 funções diferentes - as mais especializadas. A seleção termina hoje em Campinas.

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