Ativistas vão se unir contra transgênicos
O combate aos produtos agrícolas transgênicos e a defesa das sementes como patrimônio da humanidade, fora do controle das empresas multinacionais, são os pontos de entendimento entre líderes de trabalhadores agrícolas das Américas do Sul e Central, da Europa e da Ásia que, durante o Fórum Social Mundial, definiram um calendário de manifestações internacionais. O Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) representou o País.
Onde houver uma reunião da OMC (Organização Mundial do Comércio), do FMI (Fundo Monetário Internacional) ou do Banco Mundial, seja onde for, nós vamos protestar, disse o hondurenho Rafael Alegria, líder da Via Campesina.
No dia 17 de abril, as entidades dos trabalhadores agrícolas promeverão a Jornada Mundial de Luta Contra a Importação de Produtos Agrícolas. De acordo com Alegria, eles entendem que cada país deva produzir alimentos suficientes para alimentar sua população, descartando importações. A OMC (Organização Mundial do Comércio) deve tirar as garras da agricultura.
No Paraná, será montado, no dia desta jornada, um tribunal internacional integrado por juristas para julgar os crimes cometidos contra a política dos direitos humanos, de acordo com Darcy Frido, advogado que representa o MST do Estado. Ele afirmou que o governo estadual tem uma política de violência contra o movimento.
O representante do MST, Egídio Brunetto, diz que o movimento vai pressionar o governo do Rio Grande do Sul para desapropriar a área da fazenda da Monsanto, na cidade de Não-Me-Toques, invadida, na última sexta-feira, pelo movimento em protesto contra o cultivo de produtos transgênicos.





