Ativistas querem maias lutas e menos especialista
O líder antineoliberal francês José Bové e outros ativistas europeus pediram ontem no Fórum Social Mundial com mais lutas e pobres, e menos especialistas e classe média. Bové considera que o Fórum Social Mundial deve ser mais de luta e menos de especialistas, com ações concretas sobre o campo e ocupações.
Por outro lado, o também francês Jean Baptiste Eyraud, porta-voz da organização francesa DAL (dereito a moradia), afirmou que o Fórum Social Mundial é comandado principalmente pela classe média e pelos especialistas, e por isso deseja a inclusão dos pobres e excluídos.
O movimento de luta pelos pobres deve se tornar um eixo central do Fórum Social, porque a principal vítima do neoliberalismo tem que estar no coração do Fórum. Temos que conseguir que cada debate tenha um militante de base, e que as grandes organizações e sindicatos financiem essas viagens, porque senão teremos um fórum antineoliberal sem pobres, sem operários, disse Eyraud.
Ativistas agrícolas e trabalhadores europeus levaram suas causas do Fórum Social Mundial, ontem, para o campo. Primeiro visitaram uma propriedade do Estado invadida pelo Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) e posteriormente visitaram os 600 trabalhadores de uma fábrica em uma área rural de Porto Alegre.
Temos que globalizar nossas lutas para globalizar a esperança, afirmou Bové, que este ano não foi convidado para o Fórum como delegado.





