Ativistas atraem as atenções
Apesar de a polícia checa estar totalmente mobilizada para tentar conter os atos de protesto durante a Reunião Anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, que deverão atingir o seu ápice hoje, três manifestantes conseguiram se dependurar nesta tarde num viaduto diante do Centro de Conferências de Praga. Entre eles, o brasileiro que também tem a cidadania norte-americana Tedd Cain, de 26 anos, que é uma das lideranças do movimento. Cain, que se diz carpinteiro em Chicago (EUA), pertence à ONG Direct Action Network (DAN).
Os três manifestantes conseguiram despistar a polícia ao chegarem no local de bicicleta. Eles se amarraram na grade de proteção do viaduto e ficaram dependurados para o lado de fora durante cerca de duas horas, exibindo faixas com mensagens contra o FMI, Organização Mundial do Comércio (OMC) e antiglobalização. Ao descerem numa área sob o viaduto, eles iniciaram uma entrevista improvisada à imprensa, mas foram logo em seguida presos por policiais checos e levados em três carros separados. Ao serem presos, eles foram arrastados pelos policiais. O viaduto está localizado a poucos metros do Centro de Conferências, que abriga o encontro do FMI.
É grande a expectativa em Praga em relação aos protestos previstos para hoje. Os manifestantes antiglobalização pretendem cercar o Centro de Conferências e impedir a saída do prédio dos participantes do encontro. Como medida preventiva, os organizadores da reunião do FMI estão aconselhando os delegados e jornalistas a chegarem hoje no Centro de Conferências bem cedo, por volta de cinco horas da manhã, pois até mesmo o metrô de Praga poderá ser afetado. Ônibus especiais sob escolta policial serão colocados a disposição dos delegados e jornalistas.
Os manifestantes devem partir rumo ao centro de conferências de quatro diferentes pontos da capital tcheca. A polícia mobilizou 11 mil policiais na operação de segurança. (João Caminoto, AE)





