A fisioterapeuta Jessie Vaz, formada há 25 anos pela PUC-PR, atua hoje como autônoma, atendendo pacientes particulares idosos e lesados a domicílio. ''Este trabalho é mais complexo porque envolve não só reabilitar a pessoa, mas também adaptá-la para viver nas condições em que está'', diz.
O atendimento a idodos, segundo ela, normalmente começa a partir de um problema de saúde e depois se estende para a prevenção de novas dificuldades, de modo a garantir mais qualidade de vida. Já o atendimento a um paciente lesado é mais ativo, porque vai auxiliar a refazer a vida da pessoa. ''O fisioterapeuta vai trabalhar para que ele possa ter uma vida independente. Eu ensino como se vestir, vejo as adaptações que podem ser feitas na casa e até a dirigir'', conta, enquanto faz exercícios com um de seus pacientes, Renato Maia Wolochate, tetraplégico há 26 anos.
''Ele dirige, faz almoço, coordena a vida dos netos para ajudar os filhos, faz tudo'', conta Jessie, que hoje tem um trabalho essencialmente preventivo com ele. Renato, que sofreu um acidente de trabalho e teve lesão medular de cervical, inclusive escreveu um livro ensinando pessoas lesadas a viver com mais qualidade.
Já o fisoterapeuta Luis Roberto Krul escolheu o trabalho em uma clínica médica em Curitiba. ''Tenho um consultório na clínica e atendo todas as especialidades. Mas a maioria é de casos de traumato-ortopedia'', diz. Formado há apenas sete anos pela Universidade Tuiuti, Krul decidiu fazer o curso apesar de já atuar em outra profissão bem distinta, como repórter cinematográfico em uma televisão.
Ele conta que se interessou pela área depois que ficou sabendo que a fisioterapia usa recurso naturais, sem medicação. ''É uma profissão bonita porque você consegue ver o resultado do tratamento'', conta ele, que trabalha hoje três tardes por semana na clínica, atendendo em média duas pessoas por dia.(M.G.)

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