A atividade industrial paulista ficou estável no mês de junho em relação ao período anterior, de acordo com números divulgados ontem pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O indicador de nível de atividade (INA) dessazonalizado, medido pela entidade, apresentou variação zero entre maio e junho. Em relação a junho de 97, houve uma queda de 2,5%.
Os números da Fiesp também indicam que, na comparação entre junho de 98 e dezembro de 97, houve uma expansão de 5,4%. Mas, segundo a entidade, esse crescimento não foi suficiente para recuperar os níveis de atividade anteriores ao período pré-crise asiática. Em relação a outubro de 97, por exemplo, o mês de junho registrou queda de 6,2%.
As vendas reais, por sua vez, registraram queda dessazonalizada de 2,5% em junho em relação a maio, e de 4% em relação a junho de 97. Na avaliação da Fiesp, essa diferença entre a evolução dos indicadores de produção e dos indicadores de venda indica uma mudança mais significativa na economia. Além disso, os setores ligados à infra-estrutura e privatização (geração, transmissão e distribuição de energia, telecomunicações, material ferroviário e outros) e os fornecedores de material para o segmento agrícola apresentaram desempenho favoráveis. Os bens de consumo duráveis (eletroeletrônicos, automóveis) tiveram queda de produção em relação ao primeiro semestre de 97.
A Fiesp destacou, no entanto, o impacto positivo das exportações, através do aumento de 14,3% da venda de manufaturados para o exterior no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado.
No mês de junho a indústria paulista registrou queda de 5,3% no número de pessoas ocupadas em relação ao mesmo mês do ano passado. A massa real de salários, em consequência disso, caiu 2,7% no mesmo período. A Fiesp constatou também que, desde o início de 96, a massa real de salários vem registrando relativa estabilidade, e o salário real médio vem apresentando trajetória de alta.

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