Rio de Janeiro – A indústria esperava uma recuperação no primeiro trimestre deste ano. Essa reação, porém, não aconteceu, e o ritmo da atividade do setor caiu aos níveis de 1999 -o ano da desvalorização do real. É isso o que revela a Sondagem Industrial da CNI (Confederação Nacional da Indústria), divulgada ontem.
Pelos dados da pesquisa, todos os indicadores de atividade do setor pioraram. No primeiro trimestre de 2002, um número maior de empresas respondeu que sua produção foi menor e que o faturamento caiu. Afirmaram ainda que o uso da capacidade de suas fábricas recuou e que o nível de emprego foi menor.
Entre as principais causas para a queda na atividade, está a demanda menor -tanto interna como externa-para a compra dos produtos da indústria, destaca o economista da CNI Renato Fonseca.
O número de empresas que disse ter reduzido a produção foi o maior desde o segundo trimestre de 1999, quando o País ainda vivia os reflexos da desvalorização cambial de fevereiro daquele ano. O índice ficou em 46 pontos no primeiro trimestre do ano (janeiro a março), contra 53 pontos nos últimos três meses de 2001. No segundo trimestre de 1999, havia sido de 47 pontos.
A pesquisa da CNI é qualitativa. Permite apenas respostas sim ou não. Portanto, só é possível saber se houve crescimento ou queda na atividade. Se um índice fica abaixo de 50 pontos há retração -acima disso, mostra crescimento.

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