São Paulo - A atividade econômica brasileira, que tem crescido a um ritmo superior a 7% em 2010, deve entrar numa trajetória de expansão mais branda a partir dos próximos meses e registrar uma taxa de expansão ao redor de 5% no segundo semestre deste ano. É o que mostra o Indicador Serasa Experian de Perspectiva Econômica que exibiu, em fevereiro, recuo de 0,3% ante o mês anterior. Foi a terceira queda mensal consecutiva do índice.
Para os economistas da companhia, a desaceleração do crescimento econômico ocorrerá em função da elevação dos recolhimentos compulsórios sobre os depósitos bancários, o fim ou a redução dos incentivos fiscais para a aquisição de bens duráveis, a implementação dos cortes orçamentários do Orçamento Geral da União, visando a recomposição do superávit primário e, por último, mas não menos importante, o início de um novo ciclo de aperto monetário (elevação da taxa básica de juros), a partir do segundo trimestre de 2010.
De acordo com a Serasa Experian, o atual ritmo de crescimento econômico terá uma desaceleração no curto prazo para buscar uma taxa de expansão em linha com o crescimento do PIB potencial, estimado entre 4,5% e 5,0% ao ano, o que deverá ocorrer ao longo do segundo semestre.
Declarações dadas anteontem pelo presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, levaram os analistas do mercado financeiro a apostarem em uma alta de 0,75 ponto porcentual nos juros básicos da economia amanhã, quando termina a reunião de dois dias do Comitê de Política Monetária (Copom).
Até a semana passada, conforme revelou ontem a pesquisa Focus do BC, que capta a expectativa de cerca de cem instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos, o mercado apostava em alta de 0,50% ponto. Até então, o mercado acreditava que o juro subiria de 8,75% para 9,25% ao ano amanhã. E, pela segunda semana consecutiva, os analistas elevaram a projeção de alta dos juros em dezembro de 11,50% para 11,75% ao ano. A previsão para o crescimento da economia também subiu de 5,8% para 6% e, para o IPCA, de 5,32% para 5,41%.

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