Curitiba - O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que funciona como um parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira e tem influência sobre as estimativas do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB), teve crescimento de 0,89% no segundo trimestre de 2013 em relação aos três meses anteriores.
A variação ficou abaixo da média das projeções dos analistas do mercado financeiro que apontavam uma elevação de 1%, mas dentro do intervalo das estimativas que era entre 0,70% e 1,20%.
Em relação ao segundo trimestre de 2012, o IBC-Br teve alta de 3,97%. O resultado ficou acima das estimativas dos analistas que esperavam variação entre 2,80% e 4,30%, e pouco acima da média prevista de 4%.
Apesar dos números positivos do BC, permanece o pessimismo com o desempenho da economia. "Não há nada para comemorar", disse o economista e presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Gilmar Mendes Lourenço. Ele alertou que a economia brasileira continua desacelerada. Além disso, a demanda internacional dos Estados Unidos e do Japão continua retraída, além da desaceleração da China.
Ele lembrou que, no mercado interno, há o endividamento da população e o encarecimento do crédito. "O cenário continua de desaquecimento", afirmou. Lourenço disse ainda que a inflação provocou a deterioração do poder de compra e diminuiu as expectativas de lucro das empresas que engavetaram os investimentos.
Para ele, o resultado do IBC-Br expressa a quebra da confiança dos empresários e dos trabalhadores no futuro da economia. No ano passado, o crescimento do PIB do Paraná e do Brasil foi de 0,9%. No primeiro trimestre deste ano, o PIB do Estado cresceu 2,8% e o do País 0,6%.
Lourenço lembrou que a previsão para o crescimento do PIB do Brasil para este ano é de 2% e do Paraná de 3,5%. Para ele, o que deve alavancar o crescimento da economia paranaense acima da nacional é a recuperação da vitalidade do mercado de trabalho da Região Metropolitana de Curitiba; o desempenho do agronegócio com a safra recorde de grãos; o fato de Curitiba ter o maior salário médio; o emprego industrial que cresce no Estado há 21 meses e o começo da maturação dos investimentos do Programa Paraná Competitivo.
Para ele, o resultado do IBC-Br não é motivo para comemoração. Lourenço acredita que se o segundo trimestre de 2013 tivesse fechado acima de 2% "seria um indicativo de que a economia estaria recuperando o fôlego".
Para o economista do BES Investimento, Flavio Serrano, o desempenho do PIB está muito volátil e, após o bom resultado de junho, a tendência é de um número fraco em julho. "Há muita volatilidade no momento e um crescimento do pessimismo, o que pode frear os investimentos", afirmou.
A projeção dele é que a economia tenha crescido 0,8% no segundo trimestre, após a alta de 0,6% nos primeiros três meses do ano. Para o terceiro trimestre, porém, acredita que a taxa de crescimento voltará a recuar. (Com agências)

Imagem ilustrativa da imagem Atividade econômica cresce 0,89% no segundo trimestre
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