Atividade cresce 40% ao ano no País
A criação de avestruz - animal exótico de origem africana - é uma atividade recente no Brasil, com cerca de 10 anos, porém cresce significativamente. As estimativas apontam que o crescimento do rebanho anual chega a 40%. No Brasil, já são 200 mil aves. No Paraná tem 200 criadores com cerca de 5 mil cabeças. É uma atividade em expansão e, se continuar neste ritmo, até 2009 o Brasil será o maior produtor mundial, ultrapassando hoje a África do Sul que conta com um rebanho de 800 mil aves, informa o coordenador do Centro de Pesquisas da Estrutiocultura, Benito Guimarães de Brito.
A carne da avestruz é considerada nobre e de alta qualidade nutricional por apresentar índices baixos de colesterol comparando com outras carnes como a de porco, boi e frango. Para ter idéia, 85 gramas de carne apresenta 58 miligramas de colesterol. A mesma quantidade de carne de suíno, bovino e frango chega a 84, 77 e 73 miligramas de colesterol, respectivamente. A ave está pronta para o abate entre os 12 e 14 meses e produz em média 30 a 45 quilos de carne. O quilo do filé de avestruz no mercado custa R$ 70.
De acordo com Brito, dentro da linha de pesquisa vai se buscar a forma de reduzir o custo com a criação da ave, através do uso de alimentos alternativos, por exemplo, já que a ave é tratada com ração (milho e soja). As pesquisas também podem apontar formas de buscar aves com maior capacidade de produção. ''Atualmente é uma atividade que propicia uma boa fonte de renda para os criados, pois está na fase de formação de plantel'', avaliou o pesquisador. Em termos de produtividade em relação à criação do boi, o criador de avestruz leva vantagens. A gestação bovina é de 280 semanas enquanto a de avetruz em 42 semanas. O boi dá uma cria por ano e a avestruz entre 20 a 30. Em 5 mil metros quadrados se cria um bovino, mas na mesma área pode se ter 100 avestruzes. (V.B.)





