O advogado Paulo Nolasco, que deverá representar todos os citados no parecer da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), considera precipitada a atitude do órgão. ''A secretaria utilizou dados do Ministério Público, que foram usados para criar uma ação penal. Não existe nada de concreto'', avalia.
Segundo ele, no processo que tramita em Londrina sequer foram ouvidas as testemunhas de acusação, se encontrando ainda numa fase inicial. ''As provas da ação penal estão sub judice e não existe testemunhas'', reforçou. O advogado acredita que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) irá ignorar a sugestão, ''por falta de provas''.
O coordenador do Procon em Londrina, Martiniano Tito do Valle, diz que os preços nos postos hoje não estão diferentes dos que eram praticados no ano de 2001. Semana passada, acompanhado de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Procon fiscalizou cerca de 30 estabelecimentos, onde foram encontrados preços que variavam de R$ 1,83 a R$ 1,87 para o litro da gasolina; R$ 0,83 a R$ 0,86 o litro do álcool e de R$ 0,94 a R$ 1,07 no diesel.
Os postos também foram alvo de uma fiscalização da Receita Estadual, em conjunto com a Procuradoria Regional da República. Segundo o delegado da Receita Estadual em Londrina, Carlos Gilberto Schafer, foram lançados R$ 1,5 milhão em ICMS e aplicados R$ 7,5 milhões em multas. (B.B.)

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