Rio – A vulnerabilidade global, causada pelos atentados terroristas nos Estados Unidos (e suas consequências) e pela recessão americana, estarão no centro dos debates do Fórum Econômico Mundial. Em 2002, pela primeira vez desde que foi iniciado, em 1971, o Fórum Econômico Mundial não será realizado na pequena cidade de Davos, nos Alpes suíços. A mudança para Nova York, segundo a organização, foi motivada pela intenção de cooperar para a recuperação da cidade após o ataque terrorista de 11 de setembro. O suíço Klaus Schwab, presidente e fundador do Fórum, disse que o encontro retornará a Davos em 2003.
Como de hábito, o Fórum de 2002 promete reunir uma impressionante coleção de chefes de Estado e de governo, empresários, políticos, intelectuais e até artistas. Neste ano, estão previstas as presenças de grandes estrelas como Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova York, Bill Gates, presidente da Microsoft.
Na programação também estão incluídos doze chefes de Estado ou de governo. O programa de 2002 vai girar em torno de seis grandes temas: avançando a segurança e lidando com a vulnerabilidade; restaurando o crescimento sustentado; reduzindo a pobreza e aumentando a igualdade; partilhando valores e respeitando as diferenças; reavaliando a liderança e a governança; redefinindo os desafios empresariais. Embora não esteja citada nos documentos oficiais do Fórum, a crise argentina certamente também será objeto de debates.
E não faltarão economistas de peso para discutir não só a Argentina, mas também o tema quentíssimo de se, quando e com que intensidade a economia americana vai se recuperar. Estão previstas as presenças de Alan Blinder, ex-vice-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano); Stanley Fischer, ex-vice-diretor-gerente do FMI; Stephen Roach, economista-chefe do Morgan Stanley (e célebre por ter previsto a recessão atual antes de quase todo mundo); Lawrence Summers, ex-secretário do Tesouro americano; Jeffrey Sachs, que adorar palpitar sobre problemas em países emergentes; e o animadíssimo prêmio Nobel Joseph Stiglitz.
Pelo lado oficial, estão no programa pesos-pesados como Paul O’Neill, o atual secretário do Tesouro americano; Hans Eichel, ministro das Finanças da Alemanha; e Laurent Fabius, ministro da Economia da França. Do setor empresarial, também não faltarão estrelas. E na área artística, entre várias atrações, devem comparecer o escritor Paulo Coelho, habitué do encontro, e o ator Alec Baldwin.
A delegação brasileira reúne representantes do governo, como o ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer e o presidente do Banco Central Armínio Fraga, e empresários como Luiz Fernando Furlan, presidente do Conselho da Sadia, e Eugenio Staub, presidente e chairman do Conselho da Gradiente Eletrônica.

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