Até julho, Copel terá nova hidrelétrica
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 05 de abril de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Até o final de julho a Companhia Paranaense de Energia (Copel) pretende colocar em funcionamento a usina Santa Clara, hidrelétrica construída no Rio Jordão, na divisa dos municípios de Pinhão e Candói, a 76 km de Guarapuava. Com isso, a Copel irá dispor de mais 120 megawatts (MW) de potência que serão somados aos 4.550 MW já gerados pelas usinas da Copel no Paraná. A potência da usina de Santa Clara é suficiente para o abastecimento de 300 mil pessoas.
A usina de Santa Clara forma com a usina do Fundão, no mesmo rio, o Complexo Energético do Rio Jordão, com a pretensão de ser uma das marcas do atual governo do Estado, que pretende investir R$ 480 milhões. A usina do Fundão, também com capacidade para gerar 120 MW entra em operação em julho de 2006, um ano após a entrada em funcionamento da usina de Santa Clara.
Conforme a assessoria da empresa, ainda não há necessidade de mais energia no Estado, mas a política da Copel é manter o nível de geração de energia acima das necessidades de consumo. Ocorre que a tendência é de alta no consumo, em função do crescimento econômico, e a Copel já está se preparando para o aumento da demanda.
Conforme a Copel, a parte civil da obra como escavações e concretagem já foi concluída. Estão em andamento os trabalhos de montagem eletromecânica das duas unidades geradoras e de instalação dos sistemas de supervisão e controle e de serviços auxiliares. Nos próximos dias, será fechado o túnel por onde o rio Jordão está sendo desviado, para formação do reservatório da usina.
Os equipamentos já estão a caminho da hidrelétrica. Da cidade argentina de Mendoza virá o estator do gerador, uma estrutura metálica de 100 toneladas de peso com 8 metros de diâmetro por 5 de altura. A previsão é chegar no final do mês após um percurso de 2.500 km.
A usina de Santa Clara está sendo construída pelo consórcio Elejor, do qual a Copel detém 70%, após a compra de 30% das ações correspondentes à participação da construtora Triunfo. A transação gerou protesto na Assembléia Legislativa do Paraná, por parte do então deputado Fernando Ribas Carli (PP), que alegou prejuízo para a Copel. Segundo o deputado, a Triunfo ganhou 100% sobre o que havia gasto na Elejor, que somava R$ 21 milhões até 2003. Ainda segundo Ribas Carli, a Triunfo já havia vendido em 2003 cerca de R$ 60 milhões em debêntures para a Fundação Copel, o fundo de previdência dos funcionários da estatal.


