Genebra - O mundo chegará à marca dos 4 bilhões de celulares até o final do ano. Dados divulgados ontem pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) indicam que a explosão do número de usuários vem ocorrendo especialmente nos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), onde já há um terço dos celulares no planeta. Há oito anos, o mundo contava com pouco mais 500 milhões de celulares.
Hoje, o celular chega a 61% de inserção na população, taxa superior ao telefone fixo em muitas capitais africanas. Segundo o secretário-geral da UIT, Hamadoun Touré, o crescimento do setor foi de 24% em média por ano desde o início da atual década. ''O fato que teremos 4 bilhões de celulares no mundo comprova que, tecnicamente, é possível conectar o mundo e fazer chegar os benefícios da telecomunicação a muita gente'', disse Touré.
A UIT explica que o número não significa que 4 bilhões de pessoas tenham celulares, já que pode haver mais de uma assinatura por consumidor. Nos quatro grandes países emergentes, o número de celulares chegará a 1,3 bilhão até o final do ano. Na prática, isso significa que um terço de todos os celulares do planeta estão nesses quatro mercados.
A liderança entre os emergentes é da China, com quase 700 milhões de celulares. O Brasil acompanha o crescimento, mas em números absolutos foi ultrapassado pela Índia e Rússia nos últimos anos. Entre 2000 e 2003, o País foi o segundo maior entre os emergentes em números absolutos. Mas desde 2004 tanto a Rússia como a Índia ultrapassaram o Brasil em assinaturas. Hoje, os indianos somam cerca de 300 milhões de celulares, contra pouco mais de 110 milhões no Brasil. Na Rússia, são cerca de 160 milhões.
Segundo dados UIT, sete milhões de novos celulares são vendidos por mês na Índia. Mas a taxa de penetração ainda é baixa diante do tamanho do país. Apenas 20% da população indiana ainda tem celular. No Brasil, essa taxa é superior a 50%.

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