Ataques derrubam fundos de ações
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de outubro de 2001
Rosana Félix<br> De Curitiba 
Os fundos de ações tiveram a menor rentabilidade do ano em setembro, com queda de 13,75%. O principal motivo foi a instabilidade ecônomica gerada pelos ataques terroristas nos Estados Unidos no dia 11 daquele mês. No acumulado do ano, os fundos cambiais apresentam queda de 23,82%, e de 27,23% nos últimos 12 meses. Já os fundos cambiais atingiram 54% de rentabilidade desde setembro do ano passado.
De acordo com o professor Ricardo Humberto Rocha, do Laboratório de Finanças das Universidade de São Paulo (USP), o mês de setembro foi marcado pela ''crise do terrorismo''.
A queda na rentabilidade também ocorreu em investimentos mais seguros, como fundos DI, e de Renda Fixa, mas em menor escala. Os fundos DI tiveram valorização de 1,23% em setembro, contra 1,35% em agosto, e os de Renda Fixa apresentaram índices de 1,18% e 1,25%, respectivamente.
Os papéis das empresas paranaenses sofreram reveses como todas as outras, disse Baese. A exceção ficou com as ações ordinárias da Copel (que dão direito a voto), que praticamente não tiveram queda após os ataques terroristas, em função da expectativa com leilão da empresa, marcado para o próximo dia 31. Outras companhias geralmente bem cotadas, como Café Cacique, Iguaçu Café Solúvel, Tele Celular Sul e Metal Gráfica Iguaçu, tiveram quedas entre 15% e 20%. As ações preferenciais da Copel também foram alvo do nervosismo dos mercados, apresentando queda de 14% em um só dia.


