Ataque ao yuan derruba bolsas no mundo
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segunda-feira, 10 de agosto de 1998
Das agências 
O Banco Popular da China (banco central) vendeu dólares ontem no mercado de câmbios de Xangai para apoiar o yuan, afetado por novos ataques de especuladores que apostam numa desvalorização da moeda chinesa. Pouco antes do fechamento do mercado cambial o yuan valia 8,28 por dólar. A cotação era de 8,2844 antes da intervenção do banco que, segundo boatos, atuou inclusive no mercado paralelo, onde a moeda chinesa terminou a 9,08 contra 9,18 sexta-feira, seu nível mais baixo.
O Banco central chinês interveio em várias ocasiões nos mercados financeiros regionais para sustentar o yuan frente à crise financeira na Ásia. Hoje ocorreru o mesmo, disse um operador do Foreign Exchange Trading System de Xangai. Dez minutos antes do fechamento, as fortes vendas pressionaram à baixa até 8,2849, mas o Banco interveio e fez as taxas caírem a 8,2800 no fechamento.
Desanimados com o novo governo japonês e amedrontados com a possibilidade de uma desvalorização da moeda chinesa, investidores continuam vendendo ienes e comprando dólares e títulos do governo norte-americano. A moeda japonesa sofreu ontem nova desvalorização, fechando o dia num patamar próximo ao de junho passado, quando os Estados Unidos e o Japão intervieram no mercado de câmbio.
O iene chegou a 146,6 por dólar durante o dia, fechando a 146,5. Em 17 de junho, pouco antes da intervenção, ele valia 146,7, o valor mais baixo em oito anos. A desvalorização vem ocorrendo quase que constantemente desde que o novo primeiro-ministro japonês, Keizo Obuchi, assumiu o cargo. Embora tenha encaminhado projetos para resolver o problema dos bancos japoneses, prometido fazer cortes permanentes de impostos e jogar mais dinheiro na economia, na forma de projetos de infra-estrutura, os investidores esperam por fatos como intervenções em instituições financeiras. Contribuiu também para a queda do iene a notícia da concordata da tradicional indústria de copiadoras Mita, cujos débitos de US$ 1 bilhão.
Rodada de baixasA bolsa de Hong Kong foi a única a fechar ontem com alta - de 0,23% - depois do principal índice das ações de ter ziguezagueado a maior parte do pregão. A da Malásia fechou em baixa de 10,77 pontos (2,96%). A Bolsa das Filipinas terminou o dia com seu principal índice em 1.427,66 pontos, queda de 1,45%. Na Coréia do Sul, a Bolsa recuou 2,36 pontos (-0,75%) e encerrou o pregão em 311,95 pontos. A Bolsa de Taiwan fechou em queda de 2,1%. A Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 1,28%, na sexta baixa seguida.
O mercado acionário da Rússia fechou em forte queda, em meio aos temores de mais uma onda mundial de vendas de ações desencadeada pela Ásia. O índice RTS, da Bolsa de Moscou, caiu 9%. As principais Bolsas européias fecharam em baixa, influenciadas pelo fraco desempenho dos mercados na Ásia e na abertura dos negócios em Nova York. Wall Street fechou em queda de 0,27%. A Bolsa de Londres caiu 1,63% e em Paris, o índice CAC-40 fechou em baixa de 2,5%. A Bolsa de Frankfurt encerrou o pregão com queda de 1,88%. O Brasil seguiu a tendência de quedas: a Bolsa de São Paulo fechou em baixa de 1,47% e a do Rio caiu 1,88%.


