Atacado vendeu R$ 36,1 bilhões em 99
Acaba de ser divulgado o ranking 2000 do setor atacadista/distribuidor de produtos industrializados. O levantamento foi feito pelo Instituto de Pesquisas AC Nielsen, com análise da Fundação Instituto de Administração (FIA/USP). Para a amostragem do novo ranking, foram consideradas as empresas que tiveram faturamento acima de R$ 600 mil durante o ano de 99.
As vendas do setor atacadistas/distribuidor totalizam hoje R$ 36,1 bilhões, a preços de consumidor. O paranaense Paulo Hermínio Penacchi é o presidente da ABAD Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados, e se diz otimista, principalmente com os investimentos que estão sendo feitos para a modenização do setor.Grande parte das empresas operam on-line. Isso agiliza a troca de informações entre a equipe de vendas e as empresas, diminuindo o tempo entre o pedido e a entrega.
Penacchi e os demais diretores da ABAD, acompanhados pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB), foram recebidos, na quinta-feira, em audiência pelo vice-presidente Marco Maciel e também por lideranças do Congresso. Ele foi convidar as autoridades para participar da abertura do ABAD-2000, convenção anual que será realizada de 15 a 18 de agosto em Olinda (PE).
Para Penacchi, o programa VTI Viagem Técnica Intenacional tem sido um fator importante no processo de modernização das empresas associadas. Grupos de empresários da ABAD já conheceram todo processo de funcionamento do setor nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Holanda e Alemanha. No mês de junho Penacchi lidera uma comitiva que vai conhecer toda estrutura e também as novidades do comércio atacadista da Austrália.
O empresário destaca que, diante da atual conjuntura de globalização e crescimento da competividade em todos os setores, os atacadistas/distribuidores, a cada ano, tem procurado racionalizar a forma de operação. Os operadores logísticos e brokers são uma tendência para este ano 2000, assegura. Penacchi afirma que o modelo tradicional de compra e venda está perdendo seu vigor. As novas tendências apontam para a necessidade de reorganização para prestar serviços em todas as áreas, da entrega da mercadoria ao merchandising, orientação de operação, chegando até mesmo a orientação para o melhor funcionamento da loja. É um processo de inteiração total para a conquista da fidelização do varejo.
Conforme levantamento da Nielsen e FIA-USP, o comércio atacadista vendeu, no ano passado, R$ 36,1 bilhões. A ABRAS Associação Brasileira de Supermercados comercializou, no mesmo período, R$ 60,1 bilhões. Considerando que as lojas tradicionais e bares venderam R$ 23,4 bilhões em 99, segundo a Nielsen, o varejo mercearil totalizou em vendas R$ 83,5 bilhões. Uma outra conclusão que se pode chegar com esses números é de que, as vendas do atacado, com preço de varejo, representaram 43% desse mercado. Enquanto isso, a indústria vendeu diretamente para as empresas varejistas 57% dos produtos por elas comercializados.
Em termos de volume de vendas por produto, os alimentos industrializados disparam em 1º lugar, com 42% de participação; em seguida estão os produtos de higiene com 15,5%; limpeza, 15,1%; bebida não alcóolica, 6,7%; produtos de uso doméstico, 5,7%; saúde, 3%; bebida alcóolica, 2,5%; papelaria, 2,3%; material de construção; outros (embalagem, aviamento, ração para animais e outros), 12,4%.
Considerando o faturamento bruto por estados, juntos, São Paulo e Minas Gerais abrigam a matriz das empresas que totalizam 67,5% do faturamento. Os outros estados sediam empresas que faturam 28,4%. Depois de São Paulo, com 29 empresas, e Minas Gerais com 29, aparece o Paraná em terceiro lugar com 22 empresas que representam 6,0% do faturamento.





