Atacado cria fórmula para reduzir custos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de setembro de 1997
Agência Estado São Paulo 
Atacadistas dos setores de alimentos e higiene e limpeza encontraram uma nova fórmula para cortar custos e aumentar vendas. Empresários de porte estão reestruturando sua distribuição e trocando o mix pela especialização, afirma Luiz Antonio Tonin, presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad) e dono de duas grandes lojas atacadistas. A partir de agora a tendência será de as empresas se concentraram numa linha única de produtos.
O abastecimento num único fornecedor permite ao atacado - e consequentemente ao varejo - comprar com descontos maiores e ter maior giro de capital. Nessa nova modalidade, explica, o barateamento de preços chega a atingir 2%. A nova estratégia de venda permite ao distribuidor trabalhar com uma linha completa, oferecendo ao pequeno e médio varejista um serviço diferenciado. No entender de Tonin, trata-se de uma visão diferenciada de negócios com foco nas necessidades do varejo.
O sistema, totalmente novo, já está operando em três Estados: São Paulo, Santa Catarina e Ceará. Ainda este mês, outros distribuidores estarão em funcionamento nos estados do Paraná, Minas Gerais e Pernambuco. O âmbito de atuação destes distribuidores será regional mas a tendência será implantar o serviço em todo País. O raio de atuação dos atacadistas especializados, explica o presidente da Abad, não deve exceder 200 quilômetros, possibilitando maior integração e agilizando a reposição de estoques.
Essa nova modalidade vem se acentuando e já começa ganhar espaços, concorda Ronald Rodrigues, diretor de Assuntos Corporativos da Gessy Lever. Ele afirma que o comércio como um todo vem apresentando uma série de modificações proporcionando maiores ganhos em toda cadeia.
Wilson Tanaka, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo (Sincovaga), concorda que especialização é uma tendência. Hoje será mais eficiente aquele que se especializar. Mas a redução dos preços na ponta não acontecerá na mesma velocidade, afirma.


